- Jogo no Estádio Municipal Paulo Guerreiro Franco, em Vera Cruz, teve protocolo antirracismo acionado antes de suspensão de atleta. Foto/Divulgação | Arte Edmais Esporte.
Comissão Esportiva e Diretoria Jurídica tomam medida administrativa provisória com base em súmula e boletim de ocorrência
A Comissão Municipal de Esporte e o Conselho Municipal de Esporte de Vera Cruz, com o apoio da Diretoria Jurídica, suspenderam, por tempo indeterminado, o atleta J.V.G.C., vinculado ao Azul Celestial.
A decisão foi tomada com base na súmula da partida e no Boletim de Ocorrência, registrado após denúncias de injúria racial, ameaças e arremesso de uma lata de cerveja contra um jogador de 20 anos do Amigos da Travessa, durante confronto com o Treze de Maio F.C.
A suspensão tem caráter preventivo e permanecerá em vigor até a conclusão das apurações policiais e esportivas.
Um caso de injúria racial, ameaça e intimidação resultou na suspensão por tempo indeterminado do atleta J.V.G.C., no 6º Campeonato Amador Veracruzense.
A punição administrativa foi confirmada nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, em comunicado oficial emitido pela Comissão Municipal de Esporte e o Conselho Municipal de Esporte de Vera Cruz, com o apoio da Diretoria Jurídica.
A decisão provisória fundamenta-se nas informações registradas na súmula oficial do confronto entre Treze de Maio F.C. X Amigos da Travessa e no Boletim de Ocorrência nº PJ8071-1/2026, 1ª edição, formalizado na Polícia Civil do Estado de São Paulo em 13 de outubro de 2026, às 14h28. O ato ampara-se também no Artigo 31, item OBS., do regulamento da competição.
O episódio ocorreu na noite do último sábado, 10 de outubro de 2026, por volta das 21h, no Estádio Paulo Guerreiro Franco. A partida válida pela 3ª rodada do torneio foi interrompida momentaneamente após ofensas racistas direcionadas ao jogador J. H. M. F. d. S., de 20 anos, atleta da equipe Amigos da Travessa.
De acordo com o registro policial, as provocações começaram após o jovem concluir uma jogada na lateral do gramado e comemorar com um conhecido da equipe adversária. J.V.G.C., de 29 anos, acompanhava o jogo como torcedor, embora tenha cadastro no campeonato como atleta da equipe Azul Celestial, e teria iniciado insultos verbais direcionados ao jogador e à mãe dele.
Na sequência, o homem teria arremessado uma lata de cerveja na direção do atleta. O objeto passou próximo à cabeça do jogador, que não revidou e manteve a concentração na partida.
A situação evoluiu para ameaças físicas e verbais. O investigado subiu na estrutura de proteção do gramado, demonstrando intenção de invadir o campo, e afirmou que procuraria o veículo do atleta para furar os pneus, além de declarar que o jogador veria o que aconteceria ao sair do estádio.
O relato policial indica que o jovem foi atingido por ofensas racistas com termos como “macaco”, “neguinho”, “preto” e “cabelo ruim”. O mesário da partida ouviu os insultos discriminatórios e repassou as informações à equipe de arbitragem do Grupo de Arbitragem do Interior Paulista (GAIP), de Marília.
O árbitro paralisou o jogo e acionou o protocolo antirracismo. O suspeito deixou o estádio após a intervenção, o que permitiu a retomada do confronto, finalizado com o placar de 1 X 1.
O caso foi formalizado na Polícia Civil enquadrado nos crimes de ameaça (artigo 147 do Código Penal) e injúria racial. Diante da gravidade dos fatos, os órgãos responsáveis pela organização do campeonato optaram pelo afastamento por prazo indeterminado.
As acusações permanecem em apuração pelas autoridades competentes, e a responsabilidade legal e esportiva será definida no decorrer dos procedimentos. O Edmais Esporte reitera o espaço aberto à manifestação de todos os envolvidos.







