- Túlio Tangione Neto, ex-jogador do Corinthians, foi campeão da Série A-3 de 2000 como técnico do Nacional, na decisão contra o Garça. Arnaldo Fernandes defendeu o Marília em 1987. (Foto: Terceiro Tempo | Edição: EdMais Esporte).
Treinador entrou para a história ao conquistar o título da Série A-3 diante do Garça; Arnaldo Fernandes morreu aos 73 anos, em São Paulo
O futebol paulista perdeu dois nomes com passagens por clubes do interior. Túlio Tangione Neto morreu aos 77 anos, segundo o portal Terceiro Tempo. Em 2000, comandou o Nacional na vitória por 1 a 0 sobre o Garça, resultado que garantiu o título da Série A-3.
O ex-zagueiro e lateral-direito Arnaldo Fernandes também morreu, aos 73 anos. Ele defendeu o Marília em 1987.
O futebol paulista está de luto pela morte de Túlio Tangione Neto, ex-jogador de Corinthians, Juventus e Corinthians de Presidente Prudente, além de treinador com passagens por Marília, Guapira, Taubaté, Novorizontino, Oeste de Itápolis, Noroeste de Bauru, Taquaritinga, Francana e Nacional.
À frente do Nacional, Túlio conquistou o Campeonato Paulista da Série A-3 de 2000, após vencer o Garça na decisão. Ele morreu aos 77 anos, nesta terça-feira (13 de outubro).
Nascido em São Paulo, em 4 de janeiro de 1949, iniciou a carreira como jogador no Juventus e, posteriormente, trabalhou como treinador em diferentes equipes do futebol paulista.
Vitória sobre o Garça marcou a decisão de 2000
Em 30 de julho de 2000, o Nacional, comandado por Túlio Tangione Neto, venceu o Garça por 1 a 0, no estádio Frederico Platzeck, em Garça. O gol de Edílson, aos 20 minutos do primeiro tempo, garantiu o título da Série A-3 ao time paulistano.
O Garça era comandado pelo ex-zagueiro Polozi e tinha como objetivo confirmar o acesso à Série A-2. Após o empate por 1 a 1 no primeiro jogo, disputado na capital paulista, a equipe garcense tinha a vantagem de conquistar o título com uma nova igualdade, por ter feito melhor campanha.
A derrota representou uma grande frustração para o futebol de Garça, que vivia um período de ascensão. O episódio também antecedeu a saída da Amerin Sport, empresa comandada pelo empresário Luiz Antonio Duarte Ferreira, conhecido como Cai-Cai, que financiava o clube e posteriormente transferiu sua parceria para Marília.
Ficha técnica: Garça 0 X 1 Nacional
- Data: 30 de julho de 2000
- Competição: Campeonato Paulista da Série A-3
- Local: Estádio Municipal Frederico Platzeck, em Garça
- Gol: Edílson, aos 20 minutos do primeiro tempo
- Árbitro: Antonio Cláudio Perin
- Assistentes: Marcelino Tomáz de Brito Neto e Rogério Ideali
Garça: Júlio César; Luciano (Admilson), Marcelo Santos, Erasmo e Vital; Daniel, Celsinho, Santos e Mauro Cézar; Choquito (Reginaldo) e Marcus Aurélio (Cosme). Técnico: Polozi.

Nacional: Magrão; Dracena, André Luiz, Dalton e Freitas; Andreu, Rogério (Celsinho) e Edílson; Paraná (Toninho), Cacaio (Martins) e Terrão. Técnico: Túlio Tangione Neto.
Arnaldo Fernandes defendeu o Marília em 1987
Também morreu, na quinta-feira (8 de outubro), em São Paulo, aos 73 anos, o ex-zagueiro e lateral-direito Arnaldo Fernandes, que defendeu o Marília Atlético Clube (MAC) em 1987. O clube lamentou a morte do ex-jogador em publicação nas redes sociais.
“O Marília Atlético Clube lamenta o falecimento de Arnaldo Fernandes, que defendeu as cores do Tigrão em 1987. Pelo MAC, Arnaldo disputou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, atual Série A-2. O defensor também passou por Juventus, Goiás, Catanduvense, CRB, Sobradinho e Matonense. Descanse em paz, Arnaldo”, publicou o clube.
Nascido em 1º de março de 1953, na capital paulista, Arnaldo iniciou a trajetória no futebol nas categorias de base do Palmeiras, em 1970. Dois anos depois, foi contratado pelo Juventus, da Mooca, onde permaneceu até 1983 e chegou à equipe profissional após apenas seis meses nas categorias de base.
Um dos momentos marcantes de sua carreira ocorreu em 1974, quando foi relacionado para uma partida contra o Santos. Embora não tenha entrado em campo, acompanhou de perto Pelé, que se despedia do futebol brasileiro naquele ano.
“Não enxergava mais ninguém no Santos, só ele”, recordou Arnaldo ao falar sobre a experiência, destacando a importância daquele momento no início da carreira.
Em 1977, o lateral também teve a possibilidade de defender o Palmeiras. No entanto, um compromisso contratual do Juventus para uma excursão pela Europa, com 20 amistosos, impediu a transferência. A excursão previa a manutenção da equipe principal sem alterações no elenco.
Pelo Juventus, Arnaldo atuou ao lado de jogadores como Tião, Russo, Geraldão, Wilsinho e Polaco. Depois, defendeu o Santo André, em 1981, quando conquistou o título da Divisão Intermediária do Campeonato Paulista, equivalente à atual Série A-2, sob o comando do técnico Sebastião Lapolla.
Na sequência, passou pelo Goiás, em 1982, pelo Grêmio Catanduvense, em 1984, pelo CRB, em 1985, e pelo Marília, em 1987. Encerrou a carreira nos gramados pela Matonense, em 1988 e 1989.
Após deixar o futebol, Arnaldo trabalhou como representante comercial nos setores de produtos siderúrgicos e embalagens. Ele foi casado com Sonia Maria, com quem teve três filhos: Leandro, Leonardo e Luciano.
A morte do ex-jogador representa uma perda para o futebol paulista e para os clubes que fizeram parte de sua trajetória, entre eles o Marília Atlético Clube.







