- João Ribeiro apitou no futebol amador de Marília nas décadas de 1980 e 1990 e era presença frequente nas finais da competição. (Foto: Divulgação/Montagem IA).
Ex-atleta de várzea, João Ribeiro tinha 79 anos e construiu uma trajetória reconhecida pela condução de jogos decisivos
O ex-árbitro da Liga de Futebol Amador de Marília, João Ribeiro dos Santos Filho, morreu na sexta-feira (9), aos 79 anos. Conhecido pelo trabalho nas décadas de 1980 e 1990, ele era frequentemente escolhido para apitar finais e partidas de maior dificuldade do futebol amador da cidade. Antes de ingressar na arbitragem, atuou como ponta-direita na várzea. O sepultamento ocorreu às 13h30 deste sábado (10), no Cemitério da Saudade, em Marília.
O futebol amador de Marília perdeu um de seus árbitros mais marcantes. João Ribeiro dos Santos Filho morreu na sexta-feira (9), aos 79 anos, após enfrentar um período de dificuldades de saúde. O sepultamento ocorreu às 13h30 deste sábado (10), no Cemitério da Saudade, em Marília.
Conhecido pela atuação nas décadas de 1980 e 1990, João Ribeiro construiu uma trajetória de destaque na arbitragem local. Era um dos nomes lembrados para conduzir as finais do futebol amador, em uma época marcada por rivalidades intensas, jogos disputados e equipes tradicionais que mobilizavam torcedores.
Antes de se tornar árbitro, João Ribeiro foi ponta-direita no futebol de várzea. Quando encerrou a carreira como jogador, passou a atuar na arbitragem, iniciando uma trajetória que o transformaria em uma referência dos campeonatos amadores de Marília.
Árbitro escolhido para os jogos mais difíceis
O ex-presidente da Liga de Futebol Amador de Marília, Gilmar Mirandinha Fernandes, que comandou a entidade entre 1989 e 1991, destacou a importância de João Ribeiro para o futebol da cidade.
Segundo Mirandinha, o árbitro era muito querido e sua despedida reuniu muitas pessoas no velório. Ele também recordou o ambiente competitivo dos campeonatos da época, quando a escolha do responsável pela arbitragem era considerada fundamental para a condução das partidas mais difíceis.
“João Ribeiro foi um cara muito querido. Na despedida dele, tinha muita gente no velório. O João Ribeiro descansou e deixou seu legado no amador da cidade”, afirmou Mirandinha.
O ex-dirigente lembrou que, naquele período, o futebol de várzea era marcado por disputas acirradas dentro e fora de campo. Por isso, João Ribeiro era frequentemente escolhido para apitar as finais e os jogos considerados mais complicados.
“Era uma época de muita disputa, com times briguentos. Para domar as feras, o árbitro escolhido para as finais sempre era o João Ribeiro”, recordou.
Da várzea à arbitragem na década de 1980
João Ribeiro iniciou sua trajetória na arbitragem no começo da década de 1980, depois de atuar como ponta-direita no futebol amador. De acordo com Mirandinha, ele já apitava partidas quando Hely Biscar era presidente da Liga de Futebol Amador, antes mesmo de Mirandinha assumir a entidade.
A carreira também atravessou diferentes administrações da Liga. Depois do período em que Mirandinha esteve à frente da entidade, João Ribeiro continuou apitando durante a gestão de Sérgio Paz Pontelli.
A longevidade na arbitragem e a presença em decisões importantes fizeram do ex-árbitro uma figura conhecida entre dirigentes, jogadores e torcedores do futebol amador de Marília.

Portuguesinha do Morro e outros times tradicionais
Mirandinha também relembrou algumas das equipes que marcaram o futebol de várzea de Marília naquele período, como Portuguesinha do Morro, Fazenda Palmital, Fazenda Cascata, Planalto, Estrela e Posto Tigrão.
A Portuguesinha do Morro, em especial, mobilizava sua torcida para acompanhar os jogos no antigo estádio do Mineirão, que, segundo o relato, não tinha alambrado.
Era nesse cenário de arquibancadas próximas ao campo, rivalidades históricas e partidas de grande intensidade que João Ribeiro construiu sua reputação como árbitro.
Legado no futebol amador de Marília
Para Mirandinha, João Ribeiro deixou uma marca importante na história do esporte local. Sua trajetória começou como jogador de várzea e prosseguiu na arbitragem, com reconhecimento pela capacidade de conduzir partidas de grande responsabilidade.

O ex-dirigente ressaltou que João Ribeiro já era árbitro antes de sua gestão na Liga e continuou exercendo a função após sua saída, atravessando diferentes fases do futebol amador da cidade.
A morte do ex-árbitro encerra uma trajetória ligada a uma geração que ajudou a construir a história dos campeonatos de várzea de Marília, com equipes tradicionais, rivalidades intensas e finais que exigiam experiência e autoridade dentro de campo.







