- Ricardo Costa deixa o Marília após conquistar o acesso à Série A2, mas campanha decepcionante na Copa Paulista marca o fim de sua passagem pelo Tigrão. (Foto: Matheus Dahsan).
Ricardo Costa encerra ciclo no MAC após dois acessos e desgaste na reta final
O ciclo de Ricardo Costa no Marília Atlético Clube chega ao fim com uma marca importante: dois acessos em quatro campeonatos disputados pelo Alviceleste. Um trabalho que recolocou o Tigrão na Série A2, mas que também terminou com sinais de desgaste e uma despedida marcada pela decepção na Copa Paulista.
Ricardo chegou ao MAC e cumpriu o principal objetivo de 2026: conquistar o acesso à Série A2 do Campeonato Paulista, depois de 11 anos fora da divisão. Foi uma conquista que merece reconhecimento, construída com trabalho, confiança do elenco e apoio da estrutura oferecida pelo clube , como já havia acontecido em 2019 na Bezinha.
Mas o futebol não vive apenas de resultados passados. E a reta final da Série A3 já mostrava dificuldades na evolução da equipe. O acesso veio, mas o desempenho dentro de campo oscilou, e algumas limitações ficaram evidentes.
Na Copa Paulista, a situação piorou. O Marília não conseguiu dar uma resposta, mesmo com a chegada de reforços com experiência de Série A2. A equipe apresentou problemas, não encontrou regularidade e terminou na lanterna do Grupo 1, sendo a única a não avançar de fase na chave.
A eliminação reforçou a impressão de que o trabalho precisava de novos caminhos. A repetição de soluções, a dificuldade para mudar o esquema e a falta de eficiência coletiva pesaram na avaliação do desempenho, especialmente na Copa Paulista e nos momentos finais da Série A3.
É importante reconhecer o mérito de Ricardo Costa. Ele conhece o futebol das divisões de acesso, tem trabalhos vitoriosos na Bezinha e conquistou acessos à Série A3 com São José e Marília. No MAC, cumpriu uma missão que parecia distante para o torcedor: devolver o clube à Série A2.
Por outro lado, a Série A2 representa um desafio diferente. A experiência de Ricardo nas divisões inferiores não significa, necessariamente, que ele não possa trabalhar em patamares mais altos, mas a próxima etapa exige comprovação em um cenário mais competitivo, com outros níveis de exigência e pressão.
O desgaste entre treinador e clube parece ter chegado a um ponto em que a continuidade deixou de ser o melhor caminho. Depois de duas temporadas, três competições e resultados de contrastes, Marília e Ricardo Costa seguem caminhos diferentes, e o MAC terá um novo treinador em 2027.
O saldo deixa uma contradição: Ricardo sai valorizado pelos acessos, mas com a última impressão comprometida pela campanha na Copa Paulista. O clube, por sua vez, precisa aproveitar o acesso como ponto de partida, e não como garantia de sucesso na Série A2.
A era Ricardo Costa termina com uma conquista histórica e uma pergunta para o futuro: o Marília conseguirá transformar o acesso em um projeto consistente para permanecer e competir na Série A2?








