- Parceiro de Careca Bianchesi na década de 1980 e autor de gol histórico na Taça de Prata, ex-jogador tratava um câncer de intestino. (Foto: História do Marília Atlético Clube/Edmais Esporte/IA)
Morre Hélio, ex-atacante do Marília na década de 1980
O futebol paulista e nacional perdeu neste sábado (26) Hélio de Oliveira Souto, o Hélio Carrasco. O ex-atacante, que defendeu o Marília Atlético Clube (MAC) na década de 1980 e posteriormente se tornou ídolo do Ceará, morreu aos 61 anos em decorrência de complicações de um câncer de intestino. A morte foi confirmada pelo clube cearense, que decretou luto oficial.
Apesar de sua relevância para a história do esporte local, as redes sociais oficiais do Marília Atlético Clube ainda não haviam publicado manifestação formal sobre o falecimento até a publicação desta reportagem.
Dupla com Careca Bianchesi e gol na Taça de Prata
Nascido em Sobradinho (DF), em 12 de maio de 1965, Hélio projetou-se no futebol profissional com a camisa do Marília. No Tigre, em meados dos anos 1980, formou ao lado de Careca Bianchesi uma das duplas ofensivas daquele período e dividiu o vestiário com nomes que marcaram a história do clube, como Luís Andrade, Bernardo, Giba, Valdirzinho e os já falecidos Fernando Narigudo, Popéia e Zé Guimarães.
Um dos momentos mais marcantes de sua passagem pelo Bento de Abreu ocorreu em 9 de fevereiro de 1985, pelo Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão (Taça de Prata). Em duelo válido pela primeira fase no estádio Durival Britto, em Curitiba, o Marília derrotou o Colorado-PR por 3 a 0.
Hélio abriu o placar aos 7 minutos da etapa final. Giba ampliou aos 14, e Bernardo selou o resultado aos 34. A vitória fora de casa assegurou a classificação do time treinado por Nenê para a fase seguinte da competição nacional, na qual o clube acabou eliminado pelo Figueirense ao ser derrotado por 3 a 2, no Bento de Abreu.
FICHA TÉCNICA
Colorado-PR 0 x 3 Marília
- Data: 09/02/1985
- Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª Divisão (Taça de Prata) – 1ª Fase
- Local: Estádio Durival Britto, Curitiba (PR)
- Árbitro: Luís Zetterman Torres (RS)
- Público: 1.668 pagantes | Renda: Cr$ 8.189.000,00
- Gols: Hélio 7′, Giba 14′ e Bernardo 34′ do 2º Tempo.
Colorado: Evandro; Gilberto (Dirceu), Élcio, Oliveira e Caio; Zico, Paulo Roberto e Hélio Ninho (Souza); Pacheco, Freitas e Laco. Técnico: Zequinha.
Marília: Luís Andrade; Valdir, Fernando, Dimas e Carlos; Bernardo, Lúcio e Vicente (Ademir); Giba, Hélio e Careca Bianchesi. Técnico: Nenê.
(Nota: Quatro anos após, o Colorado uniu-se ao Pinheiros para dar origem ao Paraná Clube).

Projeção nacional e o auge no Ceará
Após a passagem pelo MAC, Hélio construiu trajetória por diversas equipes do futebol brasileiro. Defendeu Ponte Preta, Novorizontino, Santos e Fortaleza, além de ter registrado experiência no futebol do exterior.
Foi no Ceará Sporting Club, contudo, que o atacante viveu o auge da carreira. Chegou ao clube em 1990 e conquistou rapidamente a torcida. O apelido “Hélio Carrasco” consolidou-se devido ao seu desempenho nos Clássicos-Rei contra o Fortaleza, nos quais colecionou gols decisivos.
Pelo Ceará, conquistou os Títulos Cearenses de 1989 e 1990, sendo autor de um dos gols na finalíssima que selou o bicampeonato estadual de 1990. Segundo dados oficiais divulgados pelo Alvinegro de Porangabuçu, Hélio disputou 112 partidas oficiais pelo clube e marcou 50 gols.
Homenagens e luto oficial
O Ceará Sporting Club divulgou nota de pesar lamentando o falecimento de seu ex-atleta, destacando a importância de sua passagem para a história da instituição e decretando três dias de luto oficial.
A trajetória de Hélio une a memória esportiva de diferentes regiões do país: para o futebol cearense, permanece como um dos grandes nomes da história dos clássicos locais; para o torcedor do Marília, fica a lembrança de um atacante vigoroso que ajudou a construir momentos expressivos do clube no cenário nacional durante a década de 1980.







