- Marcelo Bielsa está entre os treinadores que deixaram o comando de suas seleções após a Copa do Mundo de 2026. (Foto: Ulises Ruiz / AFP).
Eliminações aceleram mudanças no comando das seleções, enquanto apenas um técnico estrangeiro segue nas semifinais
A Copa do Mundo de 2026 também provoca mudanças fora das quatro linhas. Com o avanço da competição, 13 das 48 seleções participantes já trocaram de comando, totalizando 14 treinadores desligados, já que a Tunísia dispensou dois profissionais durante o torneio. O número representa quase 30% dos técnicos que iniciaram o Mundial.
As demissões mais recentes foram as de Zlatko Dalic, da Croácia, e Pape Thiaw, do Senegal, ambos eliminados nas oitavas de final. Outros nomes conhecidos, como Roberto Martínez, de Portugal, Javier Aguirre, do México, e Marcelo Bielsa, do Uruguai, também encerraram seus ciclos após campanhas abaixo das expectativas.
Outro caso que chama atenção é o de Didier Deschamps, que já havia anunciado anteriormente sua saída da França após o encerramento da Copa, encerrando um ciclo de 14 anos à frente da seleção francesa.
Eliminações aceleram reformulação nas seleções
As mudanças refletem a pressão por resultados em um torneio de alto nível. Em muitos casos, eliminações precoces foram suficientes para provocar a troca de comando.
A situação mais incomum aconteceu com a Tunísia. Após a derrota por goleada para a Suécia na estreia, Sabri Lamouchi foi demitido. Para o restante da fase de grupos, a federação contratou Hervé Renard, mas o treinador também não conseguiu evitar novas derrotas e acabou dispensado logo após a eliminação.
Também deixaram seus cargos:
Miroslav Koubek (República Tcheca)
Steve Clarke (Escócia)
Hong Myung-bo (Coreia do Sul)
Marcelo Bielsa (Uruguai)
Ronald Koeman (Holanda)
Sebastián Beccacece (Equador)
Julian Nagelsmann (Alemanha)
Carlos Queiroz (Gana)
Javier Aguirre (México)
Roberto Martínez (Portugal)
Zlatko Dalic (Croácia)
Pape Thiaw (Senegal)
O técnico Mauricio Pochettino, dos Estados Unidos, também vive situação indefinida. O contrato chegou ao fim após a participação da equipe na Copa, mas ainda há negociações para uma possível renovação.
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Semifinais têm apenas um treinador estrangeiro
Entre as quatro seleções semifinalistas, apenas um treinador não nasceu no país que dirige.
O alemão Thomas Tuchel, comandante da Inglaterra, é o único estrangeiro ainda vivo na disputa pelo título mundial. Caso conquiste a taça, poderá se tornar o primeiro técnico estrangeiro campeão de uma Copa do Mundo.
Já as demais seleções semifinalistas seguem com treinadores nacionais, mantendo uma tradição histórica do torneio.
Além de buscar o título, as equipes classificadas também preservam a estabilidade em seus projetos esportivos. A tendência é que seus comandantes permaneçam no cargo após o Mundial, independentemente do resultado final.
Enquanto isso, diversas federações já iniciam o planejamento para um novo ciclo visando as Eliminatórias e a próxima edição da Copa do Mundo, tornando o mercado de treinadores um dos principais assuntos do futebol internacional nas próximas semanas.









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