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Seleção da Série A3 2026: domínio da Briosa e do MAC expõe formação tática questionável

A premiação oficial destacou o domínio da Portuguesa Santista e do Marília na competição estadual. No entanto, a escalação ideal surpreendeu ao ignorar pontas e focar em um setor central ultra-povoado.

A premiação oficial da Seleção do Paulistão A3 2026, divulgada nesta segunda-feira (27), em Campinas, evidenciou o domínio da Portuguesa Santista, com cinco representantes, enquanto o Marília colocou três nomes na lista.

Apesar disso, o evento organizado pelo Sindicato de Atletas e pela FPF apresentou uma escalação que foge da lógica atual do futebol: um time excessivamente concentrado pelo meio, deixando de lado a importância dos pontas e dos volantes de marcação, peças fundamentais no jogo moderno.

Destaques do MAC na seleção da A3

O goleiro Wagner Coradin, de 36 anos, abriu a lista dos maqueanos premiados como o melhor da posição. Ele foi peça vital na segurança defensiva e no acesso do MAC, defendendo cinco pênaltis nas quartas de final e na semifinal.

No meio-campo, Carlos Alberto, de 31 anos, foi eleito o melhor volante técnico da competição, embora tenha atuado durante todo o campeonato como o principal armador do Marília. O setor ofensivo foi coroado com a presença de Lucas Lima, artilheiro máximo do torneio, com nove gols marcados.

Além dos atletas, o técnico Ricardo Costa recebeu uma menção honrosa pelo trabalho sólido à frente do clube. A campanha do Marília foi marcada pela consistência, sendo superada apenas pela Portuguesa Santista na final.

Protagonistas do MAC na seleção

Mesmo com as polêmicas, o Tigrão garantiu três nomes fundamentais:

  • Wagner Coradin (Goleiro): O “HERÓI do MAC” foi o melhor da posição.
  • Carlos Alberto (Meio-Campo): Eleito o melhor volante técnico (4 gols e 2 assistências).
  • Lucas Lima (Atacante): O artilheiro máximo do certame com 9 gols.

Números e estatísticas dos melhores do Paulistão

A formação da seleção deste ano gerou debate por fugir completamente do padrão tático atual, especialmente na Série A3. A equipe foi montada com apenas um segundo volante, três meias armadores e dois centroavantes, sem jogadores de beirada, os pontas, hoje essenciais para amplitude e recomposição.

Outras escolhas também chamaram atenção. Os laterais Maninho, reserva da Portuguesa Santista, e Bryan, do Paulista, com baixa minutagem ao longo da competição, foram incluídos na seleção, levantando questionamentos.

Seleção da A3: Wagner Coradin; Maninho, Douglas Alemão, Felipe Codô e Bryan; Otávio, Carlos Alberto, Andrés, “Rifle” e Yohan Marcelus; Marcos Papa e Lucas Lima. Técnico: Sérgio Guedes.

Raio-X dos Eleitos: Estatísticas e Minutagem na A3

Confira abaixo o desempenho detalhado de cada jogador eleito na Série A3 2026:

Jogador Clube Jogos Minutos (A3) Gols / Notas
Wagner Coradin Marília 21 1890 min Melhor Goleiro
Maninho Port. Santista 13 562 min Reserva ao fim
Douglas Alemão Port. Santista 20 1800 min Capitão campeão
Felipe Codô Rio Preto 16 1440 min 4 Gols
Bryan Paulista 6 518 min Pouca minutagem
Otávio Port. Santista 20 1787 min 6 Gols
Carlos Alberto Marília 20 1388 min 4 G / 2 A
Andrés Andrade XV de Jaú 16 1263 min 1 G / 2 A
Yohan Marcellus Port. Santista 19 1580 min 8 Gols (Craque)
Marcos Papa Rio Preto 19 1066 min 7 Gols
Lucas Lima Marília 17 1283 min 9 Gols (Art.)

Os grandes prêmios da noite

Além da seleção, os prêmios individuais coroaram os destaques da competição:

  • Craque do Campeonato: O meia Yohan Marcellus, da Portuguesa Santista, foi eleito o melhor jogador da A3.
  • Melhor Técnico: Sérgio Guedes, comandante da Portuguesa Santista, levou o troféu após o título invicto na final. (O técnico do MAC, Ricardo Costa, recebeu menção honrosa).
  • Revelação: O lateral-esquerdo Dedé, do XV de Jaú, de apenas 20 anos, foi a grande surpresa premiada.
melhores da A3

Conclusão: O talento venceu o esquema

A Seleção da A3 de 2026 acaba refletindo mais o peso dos nomes individuais do que a construção de um sistema funcional. Enquanto o futebol moderno exige pontas ativos e volantes de sustentação, a escolha dos votantes, entre capitães e treinadores, priorizou peças ofensivas e deixou em segundo plano os operários da consistência defensiva.

O contraste fica evidente nos números: Marília e Portuguesa Santista, donos das defesas menos vazadas da competição, sofreram apenas 14 gols em 21 jogos, mas tiveram pouca valorização desse equilíbrio na formação ideal.

Craque e revelação da A3

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