Conselheiros questionam contratos de segurança de Osmar Stabile, enquanto clube perde promessa da base e negocia patrocínio de R$ 17 milhões.
O Corinthians vive um dia de intensa turbulência nos bastidores com o protocolo de um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile, somado à saída da promessa Lucas Flora e a negociação de um patrocínio com uma plataforma de conteúdo adulto. O cenário político se agrava no Parque São Jorge, contrastando com o desempenho recente da equipe profissional, que mantém uma campanha de G-6 sob o comando de Fernando Diniz.
Crise política e novo pedido de impeachment no Corinthians
Um grupo de conselheiros e associados formalizou, nesta quarta-feira (3), uma nova representação contra Stabile no Conselho Deliberativo. O documento aponta supostas violações estatutárias e legais relacionadas à contratação de empresas de segurança sem contrato formal e sem a aprovação prévia do Conselho de Orientação (Cori).
O questionamento central envolve a empresa Mega, ligada ao atual gerente operacional do clube, Fernando José da Silva, conhecido como Nandão. De acordo com os documentos apresentados, foram emitidas notas fiscais que totalizam R$ 676 mil para a empresa, apesar de Stabile ter declarado publicamente que o profissional não exercia função no clube.
Outro ponto levantado envolve a empresa Bear Security, responsável pela segurança pessoal do presidente. A companhia teria recebido R$ 586 mil em pagamentos após sua constituição, em janeiro de 2025, período que coincide com o início da atual gestão. Os valores e a relação contratual passaram a integrar os questionamentos sobre a administração financeira do clube.
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Impasse com joia da base e planejamento do Corinthians
Paralelamente à crise institucional, o Corinthians confirmou a perda de uma de suas principais promessas das categorias inferiores. Lucas Flora, de 12 anos, deixou o clube após um longo impasse envolvendo seu registro esportivo e o planejamento para sua carreira.
Segundo a família do atleta, Flora estava sem vínculo ativo junto à CBF e à Federação Paulista desde dezembro passado devido a falhas internas no departamento de base. O clube teria tentado condicionar a renovação do jovem à renúncia de um contrato de imagem individual com a Nike, proposta recusada pelos pais, que alegaram falta de garantias para o desenvolvimento esportivo do garoto.
Corinthians negocia patrocínio milionário em meio a turbulência
Para tentar equilibrar as finanças e gerar novas receitas, a diretoria do Corinthians avançou nas negociações com a Fatal Fans, plataforma de conteúdo adulto. O acordo, com duração prevista de um ano, gira em torno de R$ 17 milhões e abrange quatro modalidades:
- Futebol masculino: Marca estampada no calção.
- Futsal: Exibição na barra inferior da camisa.
- Basquete: Logomarca na parte traseira do uniforme.
- Futebol feminino: Espaço utilizado para mensagens de apoio a causas femininas.
O movimento financeiro ocorre em um momento de transição técnica, onde o time profissional apresenta consistência: são quatro vitórias, dois empates e duas derrotas em oito jogos com Diniz, resultando em 58,3% de aproveitamento no Brasileirão. O desfecho do processo político e a oficialização do novo parceiro devem definir o clima no clube durante a pausa para a Copa do Mundo.





