Com 32 jogadores selecionados, Série A supera marca de 1974 e quase quintuplica presença em relação ao Catar; Flamengo e Palmeiras lideram lista.
O Brasileirão atingiu uma marca histórica para a Copa do Mundo de 2026. Ao todo, 32 atletas que atuam na Série A foram convocados por suas respectivas seleções, estabelecendo um novo recorde para a competição nacional. O volume de jogadores quase quintuplicou na comparação com a edição de 2022, disputada no Catar, quando apenas sete nomes representavam o futebol brasileiro no Mundial.
Recorde do Brasileirão supera marca histórica de 1974
O número expressivo de 32 representantes supera o recorde anterior da Série A, que pertencia à Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Naquela ocasião, 27 jogadores que atuavam no país foram chamados para o torneio. Desde 1986 o futebol brasileiro não enviava mais de 20 nomes para uma edição do Mundial.
Nas últimas décadas, a presença de atletas do campeonato nacional vinha em declínio. Em 2010, por exemplo, apenas seis jogadores foram convocados, enquanto em 2018 foram nove e, em 2022, o número voltou a cair para sete. O salto para 32 nomes consolida a valorização técnica e a força econômica das equipes locais no ciclo atual.
Flamengo e Palmeiras impulsionam números do Brasileirão na Copa
A hegemonia de Flamengo e Palmeiras no cenário continental se refletiu diretamente nas convocações. O Rubro-Negro carioca lidera a lista com nove jogadores chamados, número que, sozinho, já supera o total de convocados de toda a Série A no Mundial passado. O Palmeiras aparece logo em seguida com sete representantes, enquanto o Atlético completa o pódio dos clubes com quatro nomes.
Confira os clubes com mais representantes:
- Flamengo (9): Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá (Brasil); Guillermo Varela, Nico De la Cruz e Arrascaeta (Uruguai); Gonzalo Plata (Equador); Carrascal (Colômbia).
- Palmeiras (7): Gustavo Gómez, Maurício e Sosa (Paraguai); Piquerez e Emiliano Martínez (Uruguai); John Arias (Colômbia); Flaco López (Argentina).
- Atlético (4): Junior Alonso (Paraguai); Preciado, Alan Franco e Alan Minda (Equador).
- Grêmio (2) e Internacional (2): com destaques como Weverton (Brasil) e Sergio Rochet (Uruguai).
Como o Brasileirão se tornou base para seleções sul-americanas
O Brasileirão deixou de ser apenas um fornecedor para a Seleção Brasileira e se tornou o pilar de diversas seleções da América do Sul. Brasil, Uruguai e Paraguai são as nações que mais contarão com atletas que atuam no futebol brasileiro, com sete jogadores cada.
A diversidade de seleções atendidas pelo campeonato nacional também chama a atenção. Além dos vizinhos continentais, o torneio terá representantes na Colômbia, Equador, Argentina e até na Europa, com a convocação de Memphis Depay (Corinthians) para a Holanda. O retorno de Neymar ao cenário de convocações, agora defendendo o Santos, também reforça a lista de estrelas da Série A no torneio.
Essa representatividade eleva o status da competição no mercado internacional, embora traga desafios ao calendário dos clubes brasileiros, que perderão peças fundamentais durante o período de preparação e disputa do Mundial.
- Foto: Rafael Ribeiro/CBF





