Venda do atual meia do São Paulo salvou as finanças do MAC na década passada; trajetória do “Abelha” serve de inspiração para a final deste domingo.
A trajetória de Danielzinho, hoje destaque do São Paulo, guarda uma conexão profunda e vital com o Marília Atlético Clube (MAC). Em um momento de crise financeira aguda, a venda do então jovem “Daniel Abelha” para o banco BMG foi o divisor de águas que permitiu ao Tigrão não apenas sobreviver, mas saltar da Série A3 para a elite do Paulistão em apenas dois anos.
Hoje, enquanto o portal ge resgata essa memória, o Marília vive um novo ciclo de esperança. Com o acesso à Série A2 de 2027 já garantido, o clube entra em campo neste domingo (26), às 10h, contra a Portuguesa Santista, em busca do título da Série A3. O exemplo de Danielzinho reforça como a base e a gestão podem mudar o patamar da instituição.
Venda estratégica de Danielzinho muda cenário financeiro
Em meados da década passada, o Marília Atlético Clube enfrentava um dos seus piores momentos. Com dívidas acumuladas e jogadores sofrendo despejos de hotéis, a solução veio da base. Guilherme Alves, técnico na época, bancou a subida de Danielzinho, Will e Wal. A aposta resultou em uma negociação de R$ 300 mil com o banco BMG, valor que foi o oxigênio necessário para o clube.
“Houve uma compensação financeira que fez com que o Marília conseguisse disputar a competição DE 2013, que culminou no acesso”, relembrou Guilherme Alves ao ge.
Com o caixa reforçado, o MAC montou o elenco que conquistou dois acessos consecutivos. Esse período histórico dita o tom da importância de valorizar as “pratas da casa”, estratégia que o atual presidente Alysson Alex tenta resgatar através da modernização e da recuperação judicial do clube.
Recuperação judicial sacode elenco e diretoria do MAC
Após anos no “calvário” da Série A3, o Marília precisou de uma reestruturação profunda para voltar a sonhar. O processo de recuperação judicial foi fundamental para estancar dívidas que chegavam a R$ 32 milhões. A gestão atual conseguiu quitar boa parte dos débitos acordados, utilizando recursos de competições como a Copa do Brasil.
Essa organização fora de campo eleva o sarrafo para o departamento de futebol. A história de Danielzinho, que “bancou” o time no passado, agora é vista como um espelho para a atual safra de jogadores que buscam o inédito tpitulo da Série A3 neste final de semana.
Decisão contra a Briosa põe à prova o novo projeto maqueano
O duelo deste domingo contra a Portuguesa Santista, no Ulrico Mursa, é o teste final para o projeto liderado por Ricardo Costa. Após o empate por 2 a 2 no Abreuzão, o Marília Atlético Clube viaja para Santos precisando de uma vitória simples para levar a taça. O retrospecto de superação do clube, desde os tempos de Daniel Abelha, é o combustível da torcida.





