Com o acesso garantido, Tigrão encerra neste domingo o maior jejum de sua história na divisão e busca título para coroar a era Ricardo Costa
Neste domingo (26), às 10h, quando a bola rolar em Santos contra a Portuguesa Santista, o Marília Atlético Clube não estará apenas disputando uma taça. Estará, acima de tudo, assinando sua carta de alforria. Após seis anos, três meses e um dia, o clube encerra sua mais longa e dolorosa passagem pela terceira divisão do futebol paulista.
A matemática do calvário do Marília Atlético Clube
O período que se encerra neste fim de semana é marcado por números que impressionam pela longevidade. Desde a derrota para o Linense em 25 de janeiro de 2020, o torcedor maqueano contabilizou cada instante de espera. O ciclo na Série A3, que termina oficialmente neste 26 de abril, registra marcas históricas:
- Dias: 2.283 dias de espera;
- Horas: 54.792 horas de angústia;
- Segundos: 197.251.200 segundos de luta.
Fundado em 1942, o MAC havia disputado apenas sete edições da A3 em toda a sua história anterior. O “ciclo infernal” recente igualou essa estatística, mantendo o clube estagnado por sete temporadas consecutivas (2020-2026), um cenário que finalmente será deixado para trás com o retorno à Série A2 em 2027.
A rotatividade de comando e o funil das semifinais
Durante esses mais de seis anos, o Marília Atlético Clube viu diversos profissionais tentarem o tão sonhado acesso, evidenciando o desafio que é a Série A3. No total, seis técnicos estiveram à frente do clube no período: Júlio Sérgio, Guilherme Alves, Betão Alcântara, Rogério Corrêa (que atuou na Copa Paulista), Cléber Gaúcho e Ricardo Costa.
Especificamente na disputa da Série A3, cinco nomes comandaram o elenco. No entanto, a análise fria dos resultados mostra que o caminho até o topo foi um funil estreito. Em todo esse ciclo de sete temporadas, o Marília só conseguiu chegar à fase de semifinal em duas ocasiões.
O diferencial técnico fica claro ao observar que, em ambas as vezes (2025 e 2026), o time foi liderado pelo mesmo treinador, Ricardo Costa. Sob esse comando específico, o MAC deixou de ser um figurante no mata-mata para se tornar o finalista que hoje celebra o retorno à Série A2, provando que o conhecimento do certame foi a chave para devolver o orgulho ao torcedor maqueano.
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Equilíbrio esportivo e o adeus à Série A3
Com uma torcida paciente, o clube manteve o equilíbrio ao honrar todas as despesas anuais e quitar acordos de gestões passadas, garantindo que o foco permanecesse no desempenho em campo.
O acesso esportivo, após dois vice-campeonatos da Copa Paulista (2020 e 2022), foi selado no dia 18 de abril, na vitória nos pênaltis contra o XV de Jaú. O Marília, que em 2018 chegou a cair para a última divisão do estado (Bezinha), agora sobe o penúltimo degrau rumo à elite. O Tigrão está de volta, e o domingo em Santos será o capítulo final de um livro que o torcedor faz questão de fechar, mas nunca esquecer.
Acompanhe o jogo do acesso do Marília e reviva cada emoção dessa conquista histórica!
Confira os dados que moldaram o retorno:
- Duração do Jejum: 6 anos, 3 meses e 1 dia (54.792 horas).
- Técnicos no Ciclo: Júlio Sérgio, Guilherme Alves, Betão Alcântara, Rogério Corrêa (Copa Paulista), Cléber Gaúcho e Ricardo Costa.
- Momento Decisivo: Vitória nos pênaltis por 4 a 3 contra o XV de Jaú após empate em 2 a 2.
Sete tentativas até o acesso
Foram sete edições de luta constante até o acesso. Entre quedas precoces, eliminações dolorosas e campanhas sólidas que bateram na trave, o Marília Atlético Clube construiu, passo a passo, uma trajetória de amadurecimento esportivo e administrativo. O prêmio veio em 2026, coroando uma caminhada marcada por resiliência, evolução e protagonismo crescente dentro da competição.
O caminho do MAC de 2020 a 2026:
2020 – 10º lugar na 1ª fase (18 pontos), eliminado. Ano atípico pela pandemia; campeonato paralisado e elenco reformulado após o time estar na zona de rebaixamento.
2021 – 6º lugar na 1ª fase (23 pontos). Eliminado na 2ª fase pelo Votuporanguense (derrotas por 2×0 e 2×1).
2022 – 4º lugar na 1ª fase (27 pontos). Eliminado na 2ª fase em grupo com Noroeste e São Bernardo, que avançaram.
2023 – 1º lugar na 1ª fase (29 pontos). Eliminado na 2ª fase; Capivariano e São Bernardo ficaram com as vagas do grupo.
2024 – 8º lugar na 1ª fase (21 pontos). Eliminado na 2ª fase pelo Votuporanguense nos pênaltis, após duas partidas com vitórias por 2 a 1 para cada lado.
2025 – 2º lugar na 1ª fase (28 pontos). Eliminado na semifinal pelo Sertãozinho (derrota fora por 2×0 e vitória no Abreuzão por 1×0).
2026 – ACESSO. 2º lugar na 1ª fase (32 pontos). Eliminou o São Bernardo nos pênaltis nas quartas de final e garantiu o acesso na semifinal, também nos pênaltis, contra o XV de Jaú.
| Ano | 1ª Fase (Pos/Pts) | Desempenho / Fase Final |
|---|---|---|
| 2020 | 10º lugar (18 pts) | Eliminado na 1ª fase. Ano de pandemia e reformulação de elenco. |
| 2021 | 6º lugar (23 pts) | Eliminado na 2ª fase pelo Votuporanguense. |
| 2022 | 4º lugar (27 pts) | Eliminado na 2ª fase (Grupo com Noroeste e São Bernardo). |
| 2023 | 1º lugar (29 pts) | Eliminado na 2ª fase (Grupo com Capivariano e São Bernardo). |
| 2024 | 8º lugar (21 pts) | Eliminado nas Quartas pelo Votuporanguense nos pênaltis. |
| 2025 | 2º lugar (28 pts) | Eliminado na Semifinal pelo Sertãozinho. |
| 2026 | 2º lugar (32 pts) | ACESSO GARANTIDO Eliminou XV de Jaú nos pênaltis. |





