- Doalcei Bueno de Camargo começou na Rádio Clube de Marília e ganhou projeção nacional como narrador esportivo. (Foto: Divulgação/Redes Sociais).
No dia 7 de novembro, a história do rádio esportivo brasileiro passa por Marília, cidade que formou narradores, repórteres e profissionais de diferentes gerações
Neste sábado, 7 de novembro, Dia do Radialista, Marília celebra uma tradição que ultrapassou os limites do interior paulista. A cidade foi ponto de partida de grandes nomes da narração esportiva brasileira e continua presente na trajetória de profissionais que levam emoção aos torcedores.
A data foi instituída pela Lei Federal nº 11.327, de 2006, em homenagem ao nascimento do compositor e radialista Ary Barroso, em 7 de novembro de 1903.
Doalcei Camargo e os pioneiros da Rádio Clube
Doalcei Bueno de Camargo ocupa lugar de destaque nessa história. Nascido em Itápolis, iniciou a carreira na Rádio Clube de Marília, nos anos 1940. Depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou referência nacional, especialmente na Rádio Tupi.
Conhecido pela intensidade de suas transmissões, participou da cobertura de grandes decisões e Copas do Mundo. Morreu em 2009, aos 79 anos.
Seu irmão, Wolner Camargo, também atuou como narrador esportivo e integrou a geração que levou profissionais ligados a Marília às emissoras cariocas.
Bernardo Carrero também aparece nos registros da narração esportiva da Rádio Clube, emissora fundamental para a formação de profissionais da comunicação regional.
As vozes que conquistaram o Brasil
Osmar Santos, nascido em Osvaldo Cruz, encontrou em Marília uma segunda casa e o início de uma trajetória que o transformaria em um dos maiores narradores esportivos da história brasileira. Trabalhou nas rádios Verinha, Clube e Dirceu antes de conquistar projeção nacional, especialmente nas emissoras Jovem Pan, Globo e Record.
Conhecido como “O Pai da Matéria”, revolucionou as transmissões esportivas com criatividade, velocidade e bordões que marcaram gerações. Entre as décadas de 1970 e 1990, tornou-se também um dos grandes divulgadores de Marília, cidade pela qual sempre demonstrou profundo carinho.
Torcedor apaixonado do Marília Atlético Clube, fazia questão de exaltar o time em suas aparições e transmissões nacionais. Chamava o MAC carinhosamente de “meu Marilinha”, expressão que ajudou a aproximar o clube de torcedores de diferentes regiões do país.
Sua carreira foi interrompida em dezembro de 1994, após um grave acidente automobilístico em uma rodovia do interior paulista. O traumatismo craniano provocou sequelas permanentes, comprometendo seus movimentos e causando afasia, condição que afetou profundamente sua capacidade de falar. Osmar passou a utilizar cadeira de rodas e não pôde retornar às narrações.
Mesmo afastado dos microfones, manteve sua ligação com Marília. Em 2022, visitou o estádio Bento de Abreu, onde recebeu homenagens do MAC. No ano seguinte, participou de uma exposição de suas pinturas na cidade.
Dirceu Maravilha iniciou a carreira nas emissoras Verinha, Clube e Dirceu, em Marília. Posteriormente, destacou-se no rádio paulistano, com passagens pela Tupi, Bandeirantes e Record. Seu estilo vibrante e seus bordões fizeram dele uma das vozes reconhecidas do futebol brasileiro.
Éder Luiz, natural de Santa Cruz do Rio Pardo, desenvolveu parte de sua formação profissional nas rádios Verinha, Clube e Itaipu, em Marília. Depois, conquistou espaço nacional no rádio e na televisão, com transmissões de futebol e outras modalidades esportivas.
Oswaldo Maciel, nascido em Marília, construiu uma extensa trajetória na narração esportiva. Trabalhou em emissoras como Globo, Record, Tupi e Transamérica, integrando importantes equipes de cobertura do futebol brasileiro.
Gustavo Villani, também nascido em Marília, representa uma geração mais recente dessa tradição. Após construir carreira no rádio, na reportagem esportiva e em canais especializados, chegou à Globo, onde ganhou destaque nas transmissões de grandes competições nacionais e internacionais.








