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Vídeo: Crise na Ponte Preta: Vice Marco Antonio Eberlin expõe drama financeiro, alerta sobre empréstimos e detona conselho por veto à SAF

  • Após sofrer dois rebaixamentos consecutivos em 2026, a Macaca tenta se reestruturar para a Série A2 de 2027, mas esbarra no caixa vazio e na resistência política interna. (Foto: Rodrigo Corsi/Ag.Paulistão).

Rebaixamentos em série e o planejamento sob pressão para 2027

A Ponte Preta atravessa um dos momentos mais críticos de sua centenária história após acumular dois rebaixamentos em uma única temporada: o descenso no Campeonato Paulista seguido pela queda antecipada na Série B do Campeonato Brasileiro em 2026.

Com o cenário de terra arrasada, o clube campineiro será um dos adversários do Marília na disputa do Campeonato Paulista da Série A2 de 2027.

O planejamento esportivo e administrativo, no entanto, caminha sob forte tensão nos bastidores. Em entrevista à TVGBOficial, o vice-presidente executivo Marco Antonio Eberlin abriu o jogo sobre a realidade financeira da instituição, escancarou a falta de recursos e direcionou duras críticas ao conselho deliberativo pela recusa em aprovar a Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Vice-presidente detona conselho e aponta risco para pagar salários

Sem as receitas milionárias das principais divisões nacionais e estaduais, a diretoria alvinegra admite que o clube depende de operações de crédito imediatas para conseguir honrar os compromissos mais básicos do departamento de futebol.

Sem meias palavras, Eberlin explicou a dependência de captações externas para manter a máquina rodando e disparou: “Se a gente não fizer empréstimo, a gente não paga folha”.

A frustração da cúpula executiva é intensificada pela postura do conselho deliberativo, que barrou a transição para o modelo empresarial. Para a diretoria, o veto representou um golpe duro nas aspirações do clube:

“Infelizmente, o conselho não aprovou a SAF”, lamentou a gestão ao expor que a recusa do órgão político sepultou a chance de injetar capital privado e profissionalizar a administração.

Segundo o dirigente, essa decisão “deixa o clube vulnerável e sem margem de manobra” para montar um elenco competitivo de imediato na Série A2, gerando um ambiente de “profunda revolta interna” com aqueles que “travam o futuro da instituição”.

Retrospecto histórico contra o Marília

Enquanto tenta estancar a crise em Campinas, a Ponte Preta reencontrará um velho conhecido no Campeonato Paulista. O último confronto oficial entre as equipes principais aconteceu em 12 de fevereiro de 2015, pelo Paulistão da Série A1. No Estádio Moisés Lucarelli, a Macaca venceu por 2 a 0, com gols de Renato Cajá e Renato Chaves, ambos no primeiro tempo. Cajá marcou o milésimo gol da história da Ponte no estádio em partidas do Campeonato Paulista.

Mas o torcedor mais antigo do Marília certamente guarda na memória um confronto muito mais marcante. Em 24 de fevereiro de 1979, pelo Campeonato Paulista de 1978, disputado no início do ano seguinte, MAC e Ponte protagonizaram um dos jogos mais memoráveis da história do futebol mariliense. O empate por 4 a 4, depois de o time campineiro abrir 4 a 1 no primeiro tempo, entrou para a memória dos torcedores pela reação do Alviceleste.

O Marília buscou o empate com gols de Serginho, Jorginho, duas vezes, e Ferreira. Pela Ponte Preta, Afrânio marcou duas vezes, enquanto Toninho Costa e Osvaldo completaram o placar. Uma virada emocional dentro da partida que transformou o resultado em uma lembrança especial para quem acompanhou o futebol da região naquela época.

Mais de quatro décadas depois, o duelo segue como candidato a um dos maiores jogos da história do MAC, especialmente para os torcedores que viveram aquela época. O reencontro com a Ponte também recupera um capítulo de um confronto que já teve emoção, gols e histórias que atravessaram gerações.

Ficha técnica: Marília 4 X 4 Ponte Preta

  • Data: 24 de fevereiro de 1979
  • Competição: Campeonato Paulista de 1978
  • Intervalo: Marília 1 X 4 Ponte Preta
  • Gols do Marília: Serginho, Jorginho (2) e Ferreira
  • Gols da Ponte Preta: Afrânio (2), Toninho Costa e Osvaldo
  • Público Pagante: 10.369 torcedores
  • Renda: Cr$ 387.330,00

Escalações

Marília: Zecão; Valdir, Clodoaldo, Márcio, Reinaldo; Soni, Serginho (13), Luís Sílvio, Nenê; Jorginho, Ferreira. Técnico: Urubatão Calvo Nunes.

Ponte Preta: Carlos; Toninho Oliveira (Toninho), Oscar, Juninho, Toninho Costa; Wanderlei, Marco Aurélio (Wilsinho), Lúcio (Humberto), Dicá; Osvaldo, Afrânio. Técnico: Cilinho.

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