- Marcus Vinícius, dirigente da base do MAC e da AEC Marília, ao lado de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF. (Foto: Rodrigo Corsi/FPF).
MAC e AEC iniciam captação de recursos para as categorias de base
O Marília Atlético Clube (MAC) recebeu nesta quarta-feira (21) a autorização do Ministério do Esporte para iniciar a captação de recursos via Lei de Incentivo ao Esporte voltada às suas categorias de base.
O projeto busca arrecadar fundos do setor privado por meio de renúncia fiscal para custear as atividades de jovens do sub-11 ao sub-17. A estrutura do futebol de formação do clube é gerida pela Associação Esporte, Dança e Cultura Mariliense (AEC Marília), que arca com as despesas sem onerar o departamento profissional.
Em contrapartida, por ceder a filiação federativa, o MAC retém até 30% dos direitos econômicos em futuras negociações de atletas.
MAC inicia etapa de captação via incentivo fiscal
O Marília Atlético Clube recebeu autorização do Ministério do Esporte para captar recursos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. A aprovação marca o início da busca por empresas e pessoas físicas interessadas em destinar parte de seus impostos devidos aos projetos das categorias de base.
O clube detém o Certificado de Clube Formador concedido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e atende garotos do sub-11 ao sub-17.
Segundo Marcus Vinícius, coordenador das categorias de base do MAC, a autorização permite buscar investimentos para melhorar a infraestrutura de treinos, adquirir material esportivo, além de reforçar os serviços de saúde, suporte educacional e custeio de viagens das equipes.
A liberação do Ministério estabelece o limite máximo autorizado para a captação, mas não representa repasse financeiro automático por parte do governo federal. A entrada efetiva dos recursos depende da adesão de patrocinadores e doadores ao longo do processo de captação.
Entenda como funciona a captação por incentivo fiscal
A Lei de Incentivo ao Esporte permite que projetos aprovados recebam aportes financeiros diretos de pessoas físicas e jurídicas em troca de deduções no Imposto de Renda.
Os valores captados devem obrigatoriamente ser depositados em conta bancária específica auditada pelo governo federal. A utilização da verba é restrita às despesas previstas no plano de trabalho aprovado, estando sujeita a regras rigorosas de prestação de contas ao final da execução do projeto.
AEC Marília sustenta rotina e operação do futebol de base
A aprovação do projeto ocorre em um cenário em que a formação dos atletas maqueanos é mantida pela Associação Esporte, Dança e Cultura Mariliense (AEC Marília). A entidade é gerida por pais de atletas e por uma diretoria que conta com a liderança do próprio Marcus Vinícius.
Além do trabalho com os times masculinos, a AEC é responsável por uma equipe feminina de base que participa de festivais organizados pela Federação Paulista de Futebol (FPF).
A estrutura opera de forma independente do futebol profissional do MAC. A AEC arca com salários de funcionários, taxas de inscrição em campeonatos, transporte, hospedagem e compras de materiais.
Para custear essas despesas diárias, a associação promove jantares, eventos beneficentes, rifas e ações de arrecadação, incluindo o financiamento com recursos próprios de um ônibus para as viagens da delegação.
Relação entre base e profissional prevê repasse em futuras vendas
A cooperação entre a base e o departamento profissional baseia-se em uma parceria de necessidades complementares. A AEC necessita do filiação oficial do MAC junto à FPF e à CBF para inscrever os jovens em competições oficiais. Em contrapartida, o MAC tem no trabalho de formação da associação a fonte de renovação de seu elenco sem arcar com a folha de pagamento da base.
Pelo modelo adotado, os custos com a lapidação do atleta ficam sob responsabilidade da AEC. Em caso de eventual transferência ou venda de direitos econômicos de jogadores para outras agremiações no futuro, uma fatia que pode chegar a 30% do montante negociado será destinada ao MAC. Até a publicação desta reportagem, nenhuma negociação com essas características gerou receita para o clube.
Logística de jogos enfrentou impacto com veto ao Abreuzão
A operação mantida pela associação sofreu impacto financeiro recente em razão da interdição temporária do estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, o Abreuzão.
Mesmo após a liberação do estádio, as equipes de base passaram a mandar suas partidas oficiais em praças esportivas de cidades vizinhas, como Tupã e Santa Cruz do Rio Pardo. A mudança gerou despesas adicionais com deslocamentos e logística operacional dos jogos em que o MAC detinha o mando de campo.
Parceria projeta jogos em Guaimbê a partir de 2027
Na busca por estabilidade operacional e redução de gastos com viagens, a AEC Marília firmou um acordo com a prefeitura do município de Guaimbê para utilizar o estádio local em competições oficiais.
A efetivação das partidas no município vizinho depende de vistorias técnicas e da aprovação final por parte da Federação Paulista de Futebol. Caso a praça esportiva cumpra todos os requisitos exigidos, a expectativa da AEC é transferir os jogos das categorias de base masculinas e do time feminino para Guaimbê a partir da temporada de 2027.








