- Julio César Pego Marques, conhecido como Fubá, morreu aos 31 anos após bater a cabeça contra uma mureta durante uma partida da Copa da Cidade, em São José dos Campos. (Foto: Reprodução/Maycon Fotografia).
Equipe cobra ambulâncias e reformas nos campos após morte de jogador de 31 anos em São José dos Campos
A morte de Julio César Pego Marques, o Fubá, provocou uma mobilização no futebol amador de São José dos Campos. O jogador, de 31 anos, morreu em 7 de outubro, após dez dias internado por traumatismo craniano.
O acidente ocorreu durante uma partida das oitavas de final da Copa da Cidade, quando ele bateu a cabeça contra uma mureta na lateral do campo. A Associação Atlética EMHA São Matheus cobra reforço no atendimento de emergência e melhorias na estrutura dos espaços esportivos. A esposa do atleta também pediu providências para evitar novas tragédias.
Morte de jogador provoca mobilização no futebol amador
A morte de Julio César Pego Marques, conhecido como Fubá, provocou comoção no futebol amador de São José dos Campos e ampliou a cobrança por melhores condições de segurança nos campos da cidade.
A Associação Atlética EMHA São Matheus, equipe defendida pelo jogador, iniciou uma mobilização para cobrar maior disponibilidade de ambulâncias, melhorias no atendimento de emergência e adequações nas estruturas esportivas.
Fubá tinha 31 anos e morreu na quarta-feira, 7 de outubro, após passar dez dias internado no Hospital Municipal. Ele sofreu traumatismo craniano ao bater a cabeça contra uma mureta na lateral do campo da Vila Machado, na zona norte de São José dos Campos.
Em publicações nas redes sociais, a equipe pediu o apoio de outros times amadores para ampliar a mobilização e pressionar o poder público a adotar medidas preventivas.
“Infelizmente, teve que acontecer uma fatalidade para que essa atitude fosse tomada”, publicou a associação ao convocar outras equipes a participar da iniciativa.
Time cobra mais ambulâncias e segurança nos campos
Entre as principais reivindicações da Associação Atlética São Matheus está o aumento da disponibilidade de ambulâncias para atender às ocorrências na cidade.
A equipe questiona a capacidade de resposta dos serviços de emergência diante dos acidentes registrados em São José dos Campos. Em uma das manifestações, comparou investimentos em veículos para a Guarda Civil Municipal com a necessidade de ampliar os recursos destinados ao atendimento de saúde.
“Ambulância salva vidas. Vamos acordar, Prefeitura, vereadores e responsáveis por investir na cidade!”, diz o texto divulgado pela associação.
O clube também questiona quantos acidentes ainda precisarão acontecer para que providências sejam tomadas.
Outra reivindicação é a reforma dos campos de futebol amador, com atenção especial às muretas e aos alambrados instalados próximos às laterais do gramado. A proposta é adequar essas estruturas para reduzir o risco de colisões e proteger os atletas durante as partidas.
Esposa de Fubá pede providências
Ana Gonçalves, esposa do jogador, também se manifestou sobre as condições de segurança dos espaços esportivos.
Ela espera que a morte de Fubá sirva de alerta para que as autoridades e os responsáveis pelos campos promovam mudanças efetivas.
“Infelizmente, foi preciso acontecer uma tragédia para que a falta de segurança fosse discutida. Espero que as providências saiam do papel e que os campos sejam adequados para proteger a integridade dos atletas e evitar novos acidentes”, afirmou.
A manifestação reforça a preocupação com as condições dos locais utilizados por equipes amadoras, que recebem partidas e torneios ao longo do ano, com a presença de jogadores, familiares e torcedores.
Acidente ocorreu nos acréscimos da partida
O acidente aconteceu em 27 de setembro, durante o confronto entre São Matheus e Vila Machado, pelas oitavas de final da Copa da Cidade, competição organizada pela Acaf (Associação de Clubes Amadores de Futebol).
Nos acréscimos da partida, Fubá disputou uma jogada e colidiu fortemente contra a mureta que cerca o gramado. Com traumatismo craniano, precisou ser encaminhado ao Hospital Municipal.
Segundo relatos repassados à reportagem original, a ambulância levou cerca de 25 minutos para prestar os primeiros socorros e realizar o encaminhamento médico.
Após dez dias de internação, o jogador morreu, deixando familiares, companheiros de equipe e amigos.
Jogador era lembrado pela humildade e pelo companheirismo
Além da atuação em campo, Fubá era lembrado pela humildade, pelo companheirismo e pelo bom humor. Ele deixa a esposa e dois filhos pequenos.
Em homenagem ao atleta, a Associação Atlética São Matheus publicou uma mensagem de despedida e agradeceu pelos momentos compartilhados.
“Foi uma honra, irmão. Descanse em paz”, escreveu a equipe.
O fotógrafo Maycon, que registrou momentos da trajetória esportiva do jogador, também lamentou a perda. Nas redes sociais, outras homenagens destacaram a alegria e a amizade de Fubá.
As manifestações de pesar foram acompanhadas por cobranças por mudanças nas estruturas esportivas e no atendimento de emergência.
Mobilização busca evitar novas tragédias
A mobilização iniciada após a morte de Fubá busca transformar a comoção em medidas concretas de prevenção.
A equipe e familiares defendem campos com estruturas mais seguras, além de atendimento de emergência capaz de responder às ocorrências durante competições.
O caso também levanta uma discussão sobre a segurança dos espaços utilizados pelo futebol amador, modalidade que reúne atletas e comunidades em torneios locais.
A cobrança agora é por providências que reduzam os riscos e evitem que outros jogadores enfrentem situações semelhantes.







