- Paulo Angioni, executivo do Fluminense e ex-supervisor da Seleção, faleceu aos 80 anos (Foto: CBF).
Entidade nacional presta homenagens ao ex-supervisor da Seleção de 1990; dirigente carioca lutava contra um câncer no pâncreas e deixa legado de 40 anos de gestão no futebol
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um minuto de silêncio em todas as partidas do país neste fim de semana após o falecimento de Paulo Angioni, ocorrido neste sábado (12). Diretor executivo do Fluminense e supervisor da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1990, o dirigente tinha 80 anos e travava uma batalha contra um câncer no pâncreas.
Em nota oficial assinada pelo presidente Samir Xaud, a CBF prestou solidariedade aos familiares, amigos e torcedores, destacando a relevância histórica do gestor para a modernização da modalidade no país.
“Perdemos hoje um pioneiro, um executivo que trabalhou incansavelmente pela profissionalização e modernização do futebol brasileiro, sempre com muita ética e respeito. Paulo Angioni deixa um legado de dedicação ao futebol. Em reverência à sua história vitoriosa, a CBF decretará um minuto de silêncio em todos os estádios do Brasil”, afirmou o mandatário da entidade.
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Quatro décadas de pioneirismo nos bastidores
Carioca nascido em 5 de junho de 1946, Angioni construiu uma trajetória de mais de 40 anos nos bastidores do esporte nacional. Ele foi um dos precursores na transformação do papel de diretor de futebol em uma função estritamente profissional e estratégica dentro dos clubes.
Ao longo da carreira, acumulou passagens por gigantes como Flamengo, Vasco, Palmeiras, Corinthians, Bahia e Olaria.
No Fluminense, seu clube do coração, viveu quatro ciclos. O último, iniciado em 2018, foi pilar na reestruturação do futebol tricolor e culminou nas conquistas dos Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023, da CONMEBOL Libertadores de 2023 e da CONMEBOL Recopa de 2024.
Gestão humana e legado de compaixão
Além da habilidade administrativa, o dirigente era reconhecido internamente pela capacidade de construir pontes e cultivar o respeito com atletas, comissões e funcionários. O Fluminense ressaltou esse traço marcante em suas redes oficiais:
“Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade”, publicou o clube das Laranjeiras.
Velório e sepultamento
As últimas homenagens a Paulo Angioni acontecem neste domingo (13). O velório será realizado no Salão Nobre das Laranjeiras, sede do Fluminense, no Rio de Janeiro, das 09h às 12h. O sepultamento está marcado para as 13h, no Cemitério do Catumbi.





