- Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da Seleção Brasileira, durante período de recuperação. (Foto: Divulgação).
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado e seguirá tratamento com acompanhamento médico em casa
Carlos Alberto Parreira recebeu alta médica neste sábado (5 de setembro) após 80 dias internado no Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro. Aos 83 anos, o ex-técnico da Seleção Brasileira iniciou uma nova etapa da recuperação, com acompanhamento domiciliar e ambulatorial.
Parreira estava internado desde 16 de junho, quando deu entrada na unidade para tratar uma inflamação nos pulmões. O quadro respiratório se agravou durante a internação e exigiu cuidados intensivos.
Segundo o hospital, a alta foi confirmada na manhã deste sábado. Parreira deixou a unidade por volta das 11h para continuar a reabilitação fora do ambiente hospitalar.
Durante o período mais crítico, o treinador apresentou insuficiência respiratória aguda. De acordo com o pneumologista Arthur Vianna, a condição pode ter sido provocada por uma toxicidade relacionada a medicamentos.
A gravidade do quadro exigiu ventilação mecânica invasiva e sessões de hemodiálise. Além disso, Parreira passou por uma traqueostomia durante a fase mais delicada do tratamento.
A internação começou com uma resposta positiva na primeira semana. Entretanto, o estado de saúde apresentou nova piora no fim de junho, quando foi necessária uma cauterização para conter um sangramento nasal.
No início de julho, a situação voltou a exigir cuidados intensivos. A equipe médica iniciou suporte renal e realizou a traqueostomia, enquanto o ex-treinador permanecia sob acompanhamento constante.
A recuperação ganhou um novo cenário no fim de julho. Parreira apresentou estabilização da função dos rins e deixou a UTI em 27 de julho, seguindo para uma unidade semi-intensiva.
Agora, Parreira continuará o processo de recuperação em casa. O acompanhamento médico também seguirá de forma ambulatorial, conforme a orientação da equipe responsável pelo tratamento.
A alta encerra um período de 80 dias de hospitalização, mas não representa o fim dos cuidados médicos. O ex-técnico seguirá monitorado durante a nova fase da recuperação.






