- Há 47 anos, o Abreuzão foi palco do aniversário do Palmeiras, que virou sobre o Marília e venceu por 4 a 1. (Foto: Divulgação | Edição Edmais Esporte).
Palmeiras completa 112 anos nesta quarta e reencontra uma tradição que envolve o Marília em uma data histórica
O Palmeiras completa 112 anos nesta quarta-feira (26 de agosto de 2026) e terá pela frente um clássico contra o Santos, às 21h30, no Nubank Parque, pelas quartas de final da Copa do Brasil. A data, porém, também guarda uma lembrança especial para Marília: há 47 anos, o MAC recebeu o Verdão justamente no dia de seu aniversário.
Palmeiras completa 112 anos com clássico e memória especial em Marília
A coincidência entre aniversário e futebol não é novidade para o clube. Ao longo da história, o Palmeiras disputou partidas em 26 de agosto, data de sua fundação, e construiu um retrospecto positivo nesses compromissos.
Entre os jogos mais marcantes está justamente o confronto contra o Marília Atlético Clube, disputado em 26 de agosto de 1979, pelo Campeonato Paulista. Naquele dia, o Verdão comemorava 65 anos longe da capital paulista.

O palco da festa alviverde foi o Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, em Marília. O confronto teve 7.632 torcedores, segundo o registro histórico da partida.
O resultado também entrou para a relação dos melhores desempenhos do Palmeiras em seu aniversário: Marília 1 x 4 Palmeiras. A partida aconteceu pelo primeiro turno do Campeonato Paulista de 1979 e teve José de Assis Aragão como árbitro.
Marília 1 x 4 Palmeiras: o que aconteceu há 47 anos
O confronto no Abreuzão foi decidido com gols distribuídos entre os dois tempos. A ficha histórica registra cinco bolas na rede e uma vitória contundente do time visitante.
- Marília: 1 gol
- Palmeiras: 4 gols
- Público: 7.632
- Estádio: Bento de Abreu Sampaio Vidal
- Árbitro: José de Assis Aragão
- Competição: Campeonato Paulista de 1979
- Data: 26 de agosto de 1979
O Marília abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo, com Pedro Rodrigues, mas o Palmeiras reagiu rapidamente. Carlos Alberto Seixas, aos 24, e Zé Mário, aos 31 minutos, viraram a partida ainda na etapa inicial. No segundo tempo, Silva, aos 12, e novamente Carlos Alberto Seixas, aos 26, completaram a vitória do Palmeiras por 4 a 1.
O duelo ainda chama atenção pela escalação. O Palmeiras tinha nomes como Gilmar, Rosemiro, Beto Fuscão, Zé Mário, Carlos Alberto Seixas e Baroninho, sob o comando do técnico Telê Santana. Pelo MAC, estavam jogadores como Zecão, Márcio Rossini, Rubão, Pedro Rodrigues, Reinaldo e Ferreira.

⚽ Escalações — Marília 1 x 4 Palmeiras
Campeonato Paulista
🔵 MARÍLIA
Zecão; Valdir, Márcio Rossini, Rubão e Moura; Sôni, Édson e Wilsinho (Claudinho); Pedro Rodrigues, Reinaldo e Ferreira.
🟢 PALMEIRAS
Gilmar; Rosemiro, Silva, Beto Fuscão e Pedrinho Vicençote; Nedo (Wilson), Mococa e Zé Mário; Luís Sílvio (Nei), Carlos Alberto Seixas e Baroninho.
O aniversário do Palmeiras e o retrospecto antes do clássico
O encontro com o Marília faz parte de uma lista de partidas disputadas pelo Palmeiras em 26 de agosto. A relação inclui jogos desde a época do Palestra Italia e mostra que a data frequentemente foi acompanhada por compromissos importantes.
O retrospecto informado reúne 14 partidas, com oito vitórias, quatro empates e duas derrotas, além de 25 gols marcados e 16 sofridos, números que mostram o desempenho favorável do clube na data comemorativa.
A vitória sobre o Marília em 1979 aparece como uma das mais expressivas. Foi também a maior goleada do Palmeiras registrada no aniversário até então, com o 4 a 1 no Abreuzão.
Agora, 47 anos depois, a data volta a colocar o Palmeiras no centro das atenções. No aniversário de 112 anos, o Verdão encara o Santos em um clássico decisivo da Copa do Brasil, novamente em busca de transformar o dia da fundação em mais um capítulo marcante de sua história. O jogo está marcado para 21h30, no Nubank Parque.
Ao longo dos 112 anos, o Palmeiras jogou no dia do aniversário em 14 oportunidades. São oito vitórias, quatro empates e somente duas derrotas. Foram 25 gols marcados, 16 gols sofridos e aproveitamento de 66,6% de aproveitamento.
Palmeiras no aniversário
- 26/8/1917 (Paulista) – Palestra Italia 1×0 Paulistano
- 26/8.1928 (Paulista) – Santos 2×2 Palestra Italia
- 26/8/1934 (Paulista) – C.A. Paulista da Capital 1×3 Palestra Italia
- 26/8/1973 (Brasileiro) – Remo 0x2 Palmeiras
- 26/8/1979 (Paulista) – Marília 1×4 Palmeiras
- 26/8/1984 (Paulista) – Palmeiras 3×1 Guarani
- 26/8/1992 (Paulista) – Palmeiras 1×1 Guarani
- 26/8/1995 (Brasileiro) Paraná Clube 1×0 Palmeiras
- 26/8/1998 (Brasileiro) – Palmeiras 2×1 Atlético-MG
- 26/8/1999 (Copa Mercosul) – Palmeiras 2 x 2 Cruzeiro
- 26/8/2007 (Brasileiro) – Figueirense 1×2 Palmeiras
- 26/8/2010 (Brasileiro) – Palmeiras 0x3 Atlético-GO
- 26/8/2015 (Copa do Brasil) – Cruzeiro 2×3 Palmeiras
- 26/8/2018 (Brasileiro) – Internacional 0x0 Palmeiras
HISTÓRIA: LEIA A MATÉRIA DO ESTADÃO DE 27 DE AGOSTO DE 1979
4 a 1, o Palmeiras goleou quando quis
Na hora em que se precisou extrema coragem, ela sobrou no time do Palmeiras. Jogar sob o sol tórrido de 32 graus de Marília, no mesmo gramado em que o Marília não perdeu para nenhum grande, ontem à tarde em Marília, o goleado de 4 a 1 pode parecer exagerada para um jogo tão difícil, mas dá a exata medida de que fizeram os dentes mais fortes, o som mais forte, a dominar o Palmeiras, tranquilo, dono da situação.
A torcida do MAC, que se empolgou com as primeiras jogadas de seu time, onde até mesmo Gilmar teve que fazer uma boa defesa, com chute de Reinaldo, diminuiu aos poucos, o entusiasmo e foi envolvida com o jogo palmeirense. A autoridade de Marília estava superando. E em poucos lances, a autoridade de Telê Santana, que bem orientado por ele, teve paciência. Com a ajuda de Pedrinho e de Zé Mário, que saíam o tempo todo para tentar organizar o ataque, e com a garra de Seixas para furar a defesa do MAC, a sua nova função — surpreendeu — tudo que o time nada conseguiu nos primeiros minutos.
Tudo começou aos dez minutos, para que o Palmeiras levasse um susto que sirva de aviso e colocasse o time nos trilhos, aos dez minutos a defesa estava muito presa e um contra-ataque a bola sobrou para o Palmeiras, com o gol de Pedro Rodrigues que, sozinho, sem ninguém por perto, abriu para Seixas marcar o seu gol. O que foi mais fácil ainda para Seixas marcar.
Nesse mesmo tempo, a experiência para o MAC significou atacando e levar a bola para garantir o placar do primeiro tempo. O Palmeiras marcou o início, com isto, a defesa de ambos deixando a bola para Carlos Alberto que, de primeira, marcou para o meio gol e a bola caiu para o MAC se envolver e paulatinamente “entregar” o jogo. Até a bola num toque infeliz, o chute de Seixas batendo na trave para decretar de vez o gol do Palmeiras. E no segundo tempo o placar para mais um de cabeça do Palmeiras para 4 a 0.
Aí, tudo ficou mais fácil para o Palmeiras. Telê Santana tirou Seixas e colocou Baroninho, esperar que a MAC se abrisse, o que não demorou a acontecer. Numa jogada genial de Baroninho pelo lado esquerdo, driblou o marcador e chutou forte. O goleiro Zecão deu reboco e a bola sobrou na extrema esquerda para a entrada de Zé Mário, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. E no gol do Marília a defesa não teve culpa. Foi uma bola rápida que sobrou para Silva marcar o gol de honra. Mas o resultado estava definido e nada mais assustou o Palmeiras.
Ficha Técnica:
- Juiz: José de Assis Aragão.
- Renda: Cr$ 402.430,00.
- Público: 7.632 pagantes.
- GOLS: Pedro Rodrigues aos 10′, Carlos Alberto Seixas aos 24′ e 26′ e Zé Mário aos 31′ do primeiro tempo; Silva aos 12′ do segundo tempo.
A euforia do artilheiro
Após a goleada de ontem, em Marília, a ambiente no vestiário do Palmeiras não poderia ser outro senão o de muita alegria, comemoração e entusiasmo. Com a sensação de dever cumprido e ruidosa. Na foto de vitória estava o técnico Telê Santana que, mesmo calmo como sempre, comemorou a vitória.
“Gostei da equipe, pois ela soube reagir num momento delicado, isso porque estávamos perdendo por um gol e a torcida apoiando bastante o time de Marília. Tive calma para ter a confiança e os jogadores vibraram o jogo e obtiveram uma excelente vitória”.
Quem esteve bastante feliz era o ponteiro Luiz Silva que jogou inteiro e lutou muito contra seu ex-clube. Por ser menino ele foi bastante: “Vencer em Marília nunca foi fácil para ninguém, mas para o Palmeiras e o Palmeiras precisava provar que está em grande fase”. Silva, ianque e central, estava calmo ao lado dos diretores: “Impus meu ritmo desde a etapa de jogo em Marília, e nos impor em campo e assim chegar à vitória que a princípio foi bastante difícil pela disposição de Marília”. Entretanto, Carlos Alberto, que já é o artilheiro da equipe, era o mais eufórico dos jogadores: “Espero que essa fase não acabe mais, estou fazendo tudo certo para isso, e os gols estão saindo com alguma facilidade”.
O prêmio pela vitória era de 3 mil cruzeiros, segundo o diretor Américo Trino, que também estava eufórico não só com a vitória do Palmeiras. Para ele, “foi um grande jogo em que o Marília colocou mais de 10 mil pessoas para ver o Palmeiras, e nossa categoria prevaleceu e não nos conseguimos não só vencer como lançar novos talentos”.
A delegação do Palmeiras viajou ontem mesmo para São Paulo e hoje às 16 horas os jogadores se apresentam no Parque Antárctica para a revisão médica. Para quem não jogou haverá treinamento. O próximo jogo do Palmeiras será contra a Ponte Preta e Telê já adiantou que novos problemas espera contar com o retorno de Pires, Jorge Mendonça e Jorginho, que não jogaram ontem em Marília.
Os lamentos do Marília, time que apenas ameaça
Ninguém do Marília aceitou a goleada de 4 a 1 para o Palmeiras. O mais irritado era o técnico Urubatão, que achava que os três primeiros gols saíram muito fácil: “principalmente pelo futebol que apresentávamos, quando sempre tentávamos ter uma reação”. Urubatão comentou que o seu time não soube aproveitar as chances criadas.
Enquanto Urubatão ficava mais calado e pensativo, o presidente do Marília, Pedro Sola, tentava buscar “explicação para o desastre”. O supervisor Rubão chegou a afirmar que a falta de experiência de muitos jogadores pesou contra: “além de deixarem de marcar um pênalti claro sobre o Silva”. Ao seu lado estavas o meio-campista Reinaldo que acrescentou a má fase do Marília: “quando estamos criando oportunidades não sabemos aproveitá-las”.
Num canto do vestiário estava Wilson, bastante abatido. Para ele o placar foi injusto “pois o Marília teve boas oportunidades de gol no primeiro tempo, mas o Palmeiras com apenas três chances fez quatro gols. O time levou um choque grande e os problemas começaram e aparecer”.





